"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino" (Paulo Freire).
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Jogo, Interação e Linguagem

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Releitura da Brincadeira “Quem sou eu”

Francieli Alves da Silva
Juliana Eleutério Ribeiro


RELEITURA DA BRINCADEIRA “QUEM SOU EU”


Brincadeira “QUEM SOU EU”

Cada participante recebe o nome de um animal, que pode ser uma figura colada em suas costas ou o nome do animal colado em sua testa, e precisa descobrir quem é. Na brincadeira “Quem sou eu” o participante precisa fazer perguntas para o grupo sobre quem ele é de forma que a resposta seja sim ou não até conseguir descobrir quem é.
A brincadeira termina quando todos descobrirem quem são.
Encontramos algumas variações da brincadeira que ao invés de usar animais foi usado personagens de filmes infantis ou da literatura infantil. Umas delas os componentes recebiam o nome de um personagem de filme da Disney em que precisava saber quem eram e achar seu par.

Releitura da Brincadeira “QUEM SOU EU”

A brincadeira se inicia com uma roda e logo em seguida com a contação de uma história criada por nós chamada “Quando a Natureza Quase Morreu”. Na história os animais foram enfeitiçados e esqueceram quem são, exceto as árvores que eram protegidas desde nascença.
Durante a contação da história cada participante receberá seu personagem, uma fita verde para as árvores e um papel que será colado na testa com o nome dos animais, para fazerem parte da história.
Após a história, em sentido horário, cada animal fará uma pergunta para as árvores sobre sua identidade com o intuito de saber quem são. Da mesma forma que a brincadeira original as perguntas deverão ter como resposta “sim” ou “não”, exemplo: Eu como capim? Eu sou pequeno? Eu vivo na água?
A brincadeira termina quando todos descobrirem quem são e segundo a história essa é a única forma de se salvar a natureza.

HISTÓRIA: “Quando a Natureza Quase Morreu”

Era uma vez, em um reino muito distante, uma floresta encantada. Lá, os animais e plantas viviam em constante harmonia junto à mãe natureza e todos eram felizes.
Até que um dia, uma bruxa foi expulsa do reino e condenada a permanecer somente na floresta, devido a todas as suas maldades e bruxarias. Para se vingar do reino, a bruxa má resolveu enfeitiçar toda a floresta.
Felizmente, a bruxa não conseguiu enfeitiçar as árvores, pois elas eram protegidas desde nascença pela mãe natureza. Mas, os animais não tiveram a mesma sorte.
Por causa do feitiço da bruxa, todos os animais esqueceram quem eles eram e por conseqüência quais eram suas funções na natureza, desequilibrando toda a floresta encantada.
Agora, para que a floresta volte a ser encantada, os animais precisam da ajuda das árvores para que eles consigam lembrar qual o seu lugar na natureza.

QUER SABER O FINAL DA HISTÓRIA?
CONFIRA O VÍDEO ABAIXO!

JUSTIFICATIVA TEÓRICA

Escolhemos uma brincadeira já existente e fizemos uma releitura dela, pois queríamos fazer parte do processo de construção de uma atividade lúdica e não apenas ter autoria na justificativa da brincadeira.
Quando pensamos na brincadeira “QUEM SOU EU” tivemos a idéia de associá-la a uma história, pois a utilização de um gênero narrativo preenche as condições para nossa atividade lúdica, sendo um jogo para as crianças, em que elas se transportam para história e brincam com os personagens, um jogo de faz-de-conta.
Todos os desejos que a criança não consegue suprir de imediato busca por meio da imaginação e da brincadeira. Essas condições prazerosas são proporcionadas pelas leituras, principalmente quando o leitor aceita o jogo sugerido no texto, Amarilha (1997, p.84) explica que “nesse processo, a função do leitor está dada, mas ele terá que exercê-la sob varias formas; uma delas é vestir mascaras do texto, conforme a identificação e catarse que experimente.”
As crianças brincam porque gostam de brincar e gostam de brincar porque a brincadeira é o melhor instrumento para a satisfação das necessidades que vão surgindo do convívio com o mundo objeto, que tenta conhecer e com o mundo social com a qual se relaciona e, enquanto brinca, o conhecimento desse mundo se amplia. A brincadeira “QUEM SOU EU” proporciona a criança à liberdade de brincar com seus personagens, imaginar e criar situações propícias para serem conduzidas no jogo.
Pensamos em uma brincadeira que permite o adulto que convive com elas brincarem, se transformando em parceiros de seus jogos e brincadeiras, dando oportunidade de conhecerem as crianças e seus gostos, pois muitas vezes não se dão conta da importância de cada gesto, de cada palavra, de cada movimento.
Para criança qualquer objeto pode virar um brinquedo, criando e recriando a brincadeira de acordo com as suas necessidades e expectativas, transformando o real em imaginário. É também pelo ato de imaginar que a criança dá vida a brincadeira, pois para a criança o brincar é algo espontâneo e que não haveria como entender sua vida sem o brinquedo. Para Kishimoto (1999):
Admiti-se que o brinquedo represente certas realidades. Uma representação é algo presente no lugar de algo. Representar é corresponder a alguma coisa e permitir sua evocação, mesmo em sua ausência. O brinquedo coloca a criança na presença de reproduções: tudo o que existe no cotidiano, a natureza e as construções humanas. Pode-se dizer que um dos objetivos do brinquedo é dar à criança um substituto dos objetos reais, para que possa manipulá-los (KISHIMOTO, 1999, p.18).

Toda nossa reflexão sobre a brincadeira e o ato de brincar ajudou-nos compreender a criança como sujeito concreto e constituído de múltiplas dimensões, que se desenvolve a partir de elementos provindos de suas relações com os meios naturais e sociais – e com outros- e ressignifica e cria a partir de tais elementos, por ter capacidades cognitivas, criativas, expressivas, dentre outras.
A infância é caracterizada pela época em que as crianças estão conhecendo o mundo e experimentando-o na formação de sua identidade social e sua personalidade. As crianças necessitam de artefatos culturais que as mobilizem nesse processo, a brincadeira torna-se parte dessa construção. Brougère (1998) diz:
O brincar é uma dinâmica essencial do ser humano. (...) Cada cultura, em função de analogias que estabelece, vai construir uma esfera delimitada (de maneira mais vaga que precisa) aquilo que numa determinada cultura é designável como jogo. Na realidade, há jogo quando a criança dispõe de significações, de esquemas em estruturas que ela constrói no contexto de interações sociais que lhe dão acesso a eles. Assim ela co-produz sua cultura lúdica, diversificada conforme os indivíduos, o sexo, a idade, o meio social.

Nesse sentido, a Educação Infantil não deve se tratar de ensino e é fundamental que seus profissionais tenham um repertório alargado de brincadeiras e jogos, podendo responder às necessidades das crianças, em sua constituição como seres humanos seus contextos – diversos e particulares de sua cultura, privilegiando suas capacidades em suas diversas linguagens.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

AMARILHA, Marly. A criança e a ficção. In: Estão mortas as fadas? Literatura Infantil e prática pedagogica. Petropolis, RJ: Vozes, 1997 – Natal: EDUFRN. p. 83—93.
BROUGÈRE, Gilles. A criança e a cultura lúdica. Revista da Faculdade de Educação, vol.24 n.2 São Paulo July/Dec. 1998.
KISHIMOTO, Tizuko Morchida. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 3.ed. São Paulo: Cortez, 1999.

20 comentários:

Turma 7308A disse...

Fátima disse...

Primeiramente quero dizer que o vídeo está muito bacana.
Sobre a brincadeira, com certeza foi uma das que mais gostei até agora. Foi muito legal ser ‘bicho’ pelo desafio de ter que adivinhar qual eu era e também foi muito legal ser árvore podendo ajudar os outros a descobrirem qual ‘bicho’ eram. Acho que seria legal fazer uma rodada onde todos os bichos também pudessem ajudar os colegas, pois como percebemos mesmo as pessoas que tinham um nome de bicho colado na testa e que não poderiam ajudar os outros ‘bichos’, involuntariamente acabavam ajudando. Também seria interessante propor outras temáticas, diferente de animais e com outros arranjos (histórias) para introduzir a brincadeira.
Ótima brincadeira! Parabéns a dupla!

Maria de Fátima Clasen

JessicA disse...

Concordo com a Fátima, o vídeo está ótimo!!!
Muito importante uma brincadeira que possui uma história, todo um contexto que a deixa ainda mais interessante!
Ser bicho foi uma situação bem difícil! Tinha que recorrer aos meu conhecimentos sobre animais, e isto é ótimo com as crianças, Além de ampliar seus repertórios, trabalhar com tudo o que elas sabem sobre animais, ou sobre outros temas como a fátima sugere. é uma ótima idéia!
Parabéns!!!

Mônica no Chile disse...

Gente....Esse vídeo...muito MASSA....Ótima ideia, parabéns as produtoras! E outro parabéns muito especial a dupla que trouxe essa brincadeira tão divertida, alegre, que contagiou a turma onde todos entraram num clima de muita curiosidade um momento misterioso onde viajamos na nossa imaginação para adivinhar quem eramos nós...Eu por exemplo, pensei em muitas possibilidades, pensei que era uma arara, depois uma borboleta, e depois um outro pássaro, viajei total pelo mundo animal...mas por fim era um joaninha...

“A imaginação cria da realidade presente, uma outra realidade. Cria uma área de
significação, resultante de um processo criador, que pode variar desde a criação de
uma pequena novidade na rotina do cotidiano até maiores descobrimentos
científicos”. Vygotsky (1987 apud FERREIRA, 2003, p. 41) Achei que essa citação circuncreve muito bem a brincadeira "quem sou eu" nós criamos da nossa realidade presente, do nosso conhecimento acumulado uma outra realidade, eu por exemplo imaginei o processo de transformação da borboleta, de uma forma diferente da qual ele ocorre, de uma forma única no mundo, uma forma minha...muito interessante isso, né?
Eu me identifiquei muito com a brincadeira e gostei demais, com certeza a farei com os meus alunos um dia e também com outros grupos, tipo de amigos, colégas de trabalho e outros mais.

Ingrid "Guigui" disse...

Essa brincadeira foi muito divertida...mas como a pessoa aqui não tem noção nenhuma de animais, acabou ficando por último no momento da descoberta (também eu era uma aranha- e o único grupo de animais que eu não lembrava eram os aracnideos).
Com a história essa brincadeira ficou muito mais rica, pois a imaginação das crianças (e nossa) foi ampliada.
Os animais é um tema que esta no repertório das crianças, não 'testei' esta ainda, mas acredito que será muito bom, como foi conosco, trabalhar esta dinâmica em sala de aula.

samanta disse...

Não conhecia esta brincadeira, mas quero dizer que adorei!!!!! Bom, quem não gosta de brincar de advinhação? Achei muito interessante, pois os outros participantes vão dando dicas do que você é. No entanto, para que a brincadeira aconteça temos que adaptá-la a um contexto de repertórios culturais adiquiridos pelos participantes.
Fizemos com os animais,mas poderia ser personagens de filmes, novelas, livros, entre outros. Trazendo a um contexto/tema comum ninguém irá ficar meio perdido como nossa amiga Guigui, não podia perder essa piadinha! hehehe
Adorei a brincadeira.

kamila disse...

Adorei a brincadeira proposta pelas meninas, confesso que quando as meninas propuseram a mesma fiquem me questionando de como está se aconteceria na educação infantil, porém com o desenrolar da mesma pude perceber que esta pode sofrer diversas modificações, trazendo para a realidade das crianças adaptando para o contexto das mesmas. Trazer imagens e o nome pode se tornar uma forma divertida e significativa para as crianças da educação infantil. O que mais me chamou a atenção foi quando as meninas colaram o nome do animal a minha primeira reação foi ver se o nome era pequeno ou grande, a partir daí comecei a questionar sobre o animal. Parabéns as meninas por trazer uma brincadeira tão divertida onde a imaginação e a diversão são os principais atrativos.

Fernanda disse...

Nossa adorei a brincadeira também.. no momento em que colaram o papel em mim fiquei agoniada, curiosa e ansiosa para descobrir logo..
e quando todos apontam pra você e começam a rir.. ai que aflição hauihauia
Trabalhar com essa brincadeira na educação infantil é muito legal trazendo elementos do próprio cotidiano das crianças como personagens de livros, animais da escola e outros, a questão de trabalhar com as figuras como falaram também é importante se as crianças ainda não estão alfabetizadas.
:D

Maricota de Chita disse...

Concordo com as meninas: me diverti muito tanto com a brincadeira quanto com o vídeo... e fiquei bem feliz que não colocaram nele a foto em que eu pareço o macaco mais emburrado do mundo por não conseguir descobrir quem eu era... Penso que o papel da árvore pode ser cumprido pelos outros animais, o que seria uma solução para a questão que a Fátima levantou - de todos quererem responder. Caso não seja possível que todos sejam bichos em uma rodada, sugiro que os papéis se revezem, como fizemos em sala (quem foi árvore na primeira rodada foi bicho na segunda). Isso porque é muito interessante viver os dois lados:quando somos árvore, achamos um absurdo a demora dos bichos em se descobrir (parece tão fácil!). É quando somos bichos que percebemos a dificuldade de lembrar de todas as respostas que já obtivemos, de formular hipóteses e perguntas o mais objetivas possíveis... enfim, de nos descobrirmos!
Essa brincadeira me lembrou o jogo "cara a cara", e penso que é ainda mais rica por não ter as imagens impressas: porque então precisamos recorrer às imagens mentais!

Vanessa disse...

O video ficou muito bom, ele consegue transmitir o quanto foi divertida a brincadeira, pois eu a adorei.
Foi muito divertido descobrir qual animal eu era, até porque é muito prazeroso brincar de advinhação, pois além da concentração, o fato do grupo tentar ajudar a descobrir se torna muito mais significativa a brincadeira.

Vanessa.

Camila disse...

Acho que essa brincadeira foi muito divertida e bem aceita porque envolvem vários elementos e sentimentos. História, faz de conta, ansiedade, curiosidade, apreensão (por querer saber logo que bicho “sou eu”). O fato de ter uma história e essa história fazer a introdução de toda a brincadeira é muito significativo. Na educação infantil essa história pode ser montada com as crianças, fazendo uma história coletiva, e os temas podem ser os mais variados possíveis, sempre pensando em ampliar e diversificar o repertório das crianças. No início fiquei pensando em como essa brincadeira poderia ser aplicada na educação infantil, já que ainda não são alfabetizadas, mas como já disseram, trocar os nomes pelas imagens. Acho que foi muito divertido, todos gostaram de participar, e no final até faltou bicho, tamanha a empolgação da turma.

CAMILA SILVEIRA FERREIRA

Jaqueline de Freitas disse...

Eu nunca tinha participado dessa brincadeira, apenas visto em filmes. Quando eu vi gostei muito da idéia, mas entre ver e vivenciar tem muita diferença, eu realmente adorei essa brincadeira, achei muito criativa, com uma gama de possibilidades imensa. A introdução com a história deu um diferencial para o começo da brincadeira contextualizou, achei muito bacana.
Na hora em que se está com a carta na cabeça bati uma ansiedade em descobrir quem eu era ou em como guardar todas as informações que eu recebia sobre meu personagem, ver as pessoas rindo e eu não saber por que, foi muito divertido. Eu estou pensando uma forma de realizar essa brincadeira com crianças de 2 anos, vou repensar as possibilidades que nós discutimos em sala.

Anônimo disse...

Maria Dal Prá disse...

Eu também nunca tinha brincado e me diverti muito, foi muito interessante e ao mesmo tempo sentia uma aflição pois não conseguia descobrir que bicho era. trabalhar essa brincadeira com as crianças da educação infantil com certeza será muita legal pois eles não sentiram esta aflição que os adultos sentem, este medo de errar que nós temos. pois nesta idade eles brincam por brincar sem medo de serem felizes.

Maria Dal Prá

Anônimo disse...

Meninas,

O problema com a brincadeira é que eu fui uma COBRA! Espero que não tenha relação com a minha pessoa!! :I
Brincadeira, assisti um filme onde esta brincadeira era com nomes de artistas famosos. Foi divertido e o grupo todo participou!! Eu demorei para descobrir que era uma COBRA!
Obriaga para a duplinha

Kisses

Ana Sarah Ribeiro

Gabriela de Amorim disse...

Como todos os comentários acima, reforço que adorei a brincadeira!

Achei criativo o uso do papel celofane marrom para representar a árvore (já que fui uma árvore já na primeira rodada).

Enquanto tentava ajudar os colegas aprendi duas coisas muito importantes sobre os animais: a primeira é que aranha não tem antena (eu jurava que tinha e quando cheguei em casa corri pra pesquisar kakaka); a segunda é a que eu estava certa! HIPOPÓTAMO TEM PELOS! Lembro que não me conformei com a afirmação negativa à pergunta da Vanessa questionando se ela teria pelo (na hora lembrei do hipopótamo ENORME que conheci no zoológico do Beto Carrero) e com uma pesquisinha no amigo Google confirmei que hipopótamos tem pêlos sim!

Quando a atividade foi iniciada sobre o título de “Quem sou eu”, imediatamente me lembrei do livro com o mesmo título do autor Gianni Rodari (confiram no meu Blog: http://encantamentosdaliteratura.blogspot.com/2009/05/quem-sou-eu-gianni-rodari.html)

Gostaria também de deixar meus elogios sobre a produção do vídeo. Acredito que disciplina optativa Educação & Mídias tenha ajudado como inspiração e ousadia nesta produção. As imagens da floresta feliz ficaram ótimas com as fotos da brincadeira “Dança das almofadas”, assim pode auxiliar na compreensão de que as brincadeiras estão relacionadas entre si! Sem falar na Bruxa do 71! Revivi minha infância só com essa imagem ;) Outra boa sacada ainda na produção do vídeo foi ter inserido uma foto da Francieli em outro contexto, isso reforçou sua presença, já que estava ocupada no momento registrando as fotografias!

Partindo sobre questões da brincadeira em si, concordo com o desafio de se auto adivinhar (levantado por Fátima), com as dificuldades de ser bicho (indicada por Jéssica), com as novas temáticas/ possibilidades (elencadas pela Samanta). Sobre meus sentimentos, senti o mesmo que a Fernanda ao ser animal (curiosidade e ansiedade) além da aflição ao ver os outros rindo de mim (Fernanda também passou por isso, ela era a Galinha e eu o Porco). Camila também traz a questão da importância das histórias, que na minha opinião fizeram desta brincadeira algo com sentido.

Sobre as respostas dadas aos animais, gostaria de registrar a minha e da Regiane também, portanto a nossa (né Regi?) ansiedade em ajudar as amigas a se auto descobrirem. Nós queríamos dizer a Ingrid (Aranha) a qual grupo ela pertencia (isso burlando as regras), mas nos contivemos, oferecendo outras dicas paralelas, pois se falássemos que era aracnídeo imediatamente ela acertaria.

Quando fui um animal (na segunda rodada), não tive a idéia de Kamila (tocar o nome para saber se era grande ou pequeno) e fiquei muito ansiosa para adivinhar qual mamífero, de quatro patas, que não gosta de água, que uma amiga da Jujuba tem como animal de estimação, mas que geralmente não é de estimação, que não é feroz, que existe no Brasil e não é carnívoro. Mas graças ao ronquinho emitido pela Regiane, descobre que finalmente eu era um PORCO ;)

Parabéns a dupla e ao grupo, que se entregou a proposta e fez desta um sucesso!

Turma 7308A disse...

Muito interessante e divertida a brincadeira desenvolvida, pois além de promover a participação de todos, também estimula a imaginação, a parceria, paciência, a curiosidade, ampliando nosso repertório de conhecimentos sobre determinado “assunto”. Um ponto bastante significante é o fato de termos de nos controlarmos para não falar de imediato ao colega o bicho que ele representa no momento, sendo permitido dar dicas, porém em certo ponto da brincadeira a vontade de falar ficava mais forte sendo necessário ter paciência e continuar a seguir as regras do “jogo”. Sobre as regras acho importante que esse aspecto seja discutido previamente com os envolvidos, como foi discutido na apresentação das meninas, para assim estarmos cientes e conscientes do que pode ou não fazer, procurando assim novos arranjos se necessário, pois segundo Brougere (2000, pg. 101): “Uma regra da brincadeira só tem valor se for aceita por aqueles que brincam e só vale durante a brincadeira. Ela pode ser transformada por um acordo entre os que brincam”. Enfim gostei muito da proposta da dupla, e acredito que essa brincadeira possa ser um excelente estimulador para trabalhar novos conhecimentos, sendo possível explorá-la e desenvolvê-la em diferentes faixas etárias, sendo uma brincadeira muito rica e divertida. Grayce Helena Inácio

Jacqueline R. Rodrigues disse...

Infelizmente não estava presenta nesta aula, mas pelo vídeo deu para perceber que a brincadeira foi contagiante. Até eu fiquei com vontade de brincar!!!!
Também foi possível perceber, pelo depoimento das outras meninas, que o grupo todo se envolveu durante a brincadeira, empenhando-se não somente para que cada uma descobrisse o seu próprio animal, mas também para ajudar as colegas a descobrirem qual era o seu "feitiço".
Não conhecia essa brincadeira e achei muito interessante para realizar junto às crianças, visto que a mesma estimula a curiosidade, imaginação, criatividade, reflexão, oralidade... Enfim, uma brincadeira capaz de mexer com tudo aquilo que as crianças (e nós) achamos que sabemos.
Mesmo sem ter participado, acredito que essa proposta também possibilita outras variações, estimulando o grupo a vencer todos os desafios propostos.
Achei o máximo a expressão de pensativa da Jussara, a risada da Roseana e a o sorriso "meio" envergonhado da Maria.... Essas fotos que aparecem no vídeo mostram a alegria do grupo. Parabéns meninas!!!!

Camille Escorsim disse...

Achei muito legal a apresentação de uma história antes da realização da brincadeira, pois criou todo um contexto. As crianças geralmente se interessam bastante pelo tema animais e a brincadeira possibilita o aprofundamento deste tema. Lembro que na minha experiência de estágio nas séries inicias, em uma turma de primeiro ano, muitas crianças ao irem na biblioteca da escola, escolhiam livros que falavam sobre animais. Nesta brincadeira, a criança tem que recorrer as suas vivências,seus conhecimentos, o que estimula bastante a memória.A brincadeira causou muitas risadas entre o grupo, era muito engraçado quando era colocado um nome de animal na testa de uma pessoa e as outras riam, ficando esta pessoa aflita querendo saber o que era. Foi uma das brincadeiras em que mais me diverti,acredito que para as cianças seja bem divertida também.

Aline Silva disse...

Adorei a brincadeira, a começar pelo contexto em que se tratava em que eram animais tão conhecidos pela grande maioria.Usando o mesmo tema ou não , o legal é que dá para adaptar conforme a faixa etária, ou melhor dizendo com os conhecimentos prévios das crianças.A relação de se trazer uma história em que antecipava o tema tratado também foi interessante. O meu comportamento na brincadira, foi totalmente de entrega, fiquei muito ansiosa para descobrir que animal estava comigo.Nunca tinha brincado, com essa mesma brincadeira e nem conhecia algo parecido.Gostei muito.

Jussara Araujo disse...

Nunca tinha brincado de "Quem somos nós".Mas gostei muito, mexe com curiosidade, todas participaram, depois de muitas tentativas descobri que era um mosquito.Valeu meninas!

Juliana Catherine disse...

Infelizmente por não estar presente no dia, não pude participar dessa brincadeira que pelo vídeo e pelos comentários foi muito divertida e contagiante. Não conhecia a brincadeira, e achei muito legal utilizar animais para assim aumentar o repertório das crianças. Concordo sobre a possibilidade dos outros participantes auxiliarem os demais colegas, pois em qualquer brincadeira, e principalmente quando estamos trabalhando com crianças, é muito natural querer ajudar o outro, participar ativamente. Parabéns para a dupla.

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