"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino" (Paulo Freire).
RSS

Jogo, Interação e Linguagem

Mostrando postagens com marcador 13. Escravos de Jó. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 13. Escravos de Jó. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Reflexão sobre o jogo Escravos de Jó

Acadêmica: Juliana Catherine Feijó

O jogo apresentado pela dupla foi bem aceito pelo grande grupo, por se tratar de uma brincadeira já conhecida de nossa infância para a maioria. Essa proposta não apenas trabalha com a musicalidade tão difundida por Huizinga, mas também a relação desta com os sentidos, em específico, a audição, a visão e o tato.
Como a letra da música, Escravos de Jó, tradiza pela dupla continha pequenas modificações em sua composição das conhecidas por outras alunas, como:

Escravos de Jó
Jogavam Caxangá
Tira, põe, deixe Zé Pereira ficar
Guerreiros com guerreiros
Fazem zigue, zigue, zá...
(essa foi a versão trazida pela dupla)

Escravos de Jó
Jogavam Caxangá
Tira, bota, deixe ele ficar
Guerreiros com guerreiros
Fazem zigue, zigue, zá...
(essa foi a versão conhecida pela maioria)


a turma, junto com a dupla decidiu ao invés de escolher um versão ou outra, unir as duas e ficou assim:
Escravos de Jó
Jogavam Caxangá
Tira, bota, deixe ele ficar
Guerreiros com guerreiros
Fazem zigue, zigue, zá...


No momento de relacionar a música e os passos da dança, não houve uma sincronia, e a proposta acatada foi relacionar a música cantada por nós e ao mesmo tempo bater palmas para que assim não perdêssemos o ritmo. Para facilitar o jogo, a turma foi dividida em dois círculos, um menor localizado no centro e outro ao redor do central.
No momento da brincadeira, as pessoas envolvidas tiveram que estar concentradas não só para acertar a letra da música, os passos, o ritmo das palmas, mas também para conseguir relacionar todos esses elementos juntos de forma sincronizada. Foi um desafio para o grupo, pois um dependia do outro para que a brincadeira desse certo, evidenciando a importância do trabalho em equipe e do respeito ao próximo, valores esses que devem ser trabalhados desde tenra idade.
Todos se divertiram, e como não havia perdedor X ganhador, pois ali todos tinham que se ajudar para que a brincadeira desse certo, trabalhar em equipe e auxiliar o próximo sempre que necessário, todos se sentiram vitoriosos ao final da brincadeira, pois cada um contribuiu ao longo do processo.
Uma excelente e divertida idéia, que pode ser aplicada em diferentes faixas etárias, em que ao longo da brincadeira surgiram dificuldades, como em qualquer atividade, mas principlamente soluções por meio de adaptações para a brincadeira, seja pela pequena mudança na letra da música, os dois círculos criados para melhor viabilizar o jogo, as mãos ritmadas, fazendo como que todos se expusessem em grupo, até as mais tímidas
.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Escravos de Jó

Dupla: Ana Sarah e Greice

Escravos de Jó

Objetivo do Jogo: Cantando a música "Escravos de Jó", todo o grupo tem que deslocar-se dentro do círculo feito de bambolê/barbantes/giz respeitando o ritmo de cada aluno e conforme o ritmo da música.

Descrição:Cada aluno fica dentro de um bambolê/barbante/giz. Acompanhando e cantando a música "Escravos de Jó" os alunos vão se deslocando para o bambolê da sua direita ou esquerda (variando) conforme as orientações da música:

ESCRAVOS DE JÓ JOGAVAM CAXANGÁ= andando pelos bamboles
TIRA,sai do bambole PÕE, entra no bambolê DEIXA FICAR pausa dentro do bambolê
GUERREIROS COM GUERREIROS andando pelos bambolês
FAZEM ZIGUE,ZIGUE,ZÁ um pé no seu bambolê e outro no na direita fazendo zigue zá
Variações da brincadeira:
Quando os alunos após algumas rodadas já estiverem em sincronia, propor que formem duplas diminuindo os círculos e continua com a mesma orientação anterior.

Quanto a música temos várias versões:


1° VERSÃO
ESCRAVOS DE JÓ
JOGAVAM CAXANGÁ
TIRA,PÕE, DEIXA ZÉ PEREIRA FICAR
GUERREIROS COM GUERREIROS
FAZEM ZIGUE,ZIGUE,ZÁ


2° VERSÃO
ESCRAVOS DE JÓ
JOGAVAM CAXANGÁ
TIRA,PÕE, DEIXA,FICAR
GUERREIROS COM GUERREIROS
FAZEM ZIGUE,ZIGUE,ZÁ



3° VERSÃO
AMIGOS DE JÓ
JOGAVAM CAXANGÁ
TIRA,PÕE, DEIXA FICAR
GUERREIROS COM GUERREIROS
FAZEM ZIGUE,ZIGUE,ZÁ



Formas Lúdicas da Arte


A música, a dança e as artes plásticas são todas consideradas formas de arte segundo Huizinga. Porém o lúdico não está presente da mesma forma em todas as expressões da arte.
Na música os elementos lúdicos são mais facilmente vistos. Tanto o jogo quanto a música situam-se “fora da sensatez da vida prática, nada tem a ver com a necessidade ou utilidade, com o dever ou com a verdade”.
A música assim como o jogo não podem ser compreendidos por idéias lógicas, pois transcendem as idéias sobre o visível e o tangível”. Portanto, os valores musicais só podem ser compreendidos através do ritmo e harmonia, ou seja, de seu caráter estético, que se aplica igualmente ao jogo, a poesia, a música e a dança, e segundo o autor Huizinga é invarialmente acompanhada de prazer.
Em épocas culturalmente mais primitivas a música possuía uma função religiosa e era louvada, sobretudo como um passatempo edificante ou um divertimento agradável. Só bem tardiamente passou a ser apreciada e abertamente reconhecida como algo extremamente pessoal, fonte de algumas experiências emocionais humanas mais profundas que mostram sentimentos, nos faz ter lembranças de pessoas, lugares, momentos , etc.
Além disso, a criatividade e a imaginação são parte do caráter lúdico do jogo e da arte.


Referência: HUIZINGA, Johan. Formas lúdicas da arte. In: HUIZINGA, Johan. Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. São Paulo: Perspectiva, 1990. p. 176-193.