"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino" (Paulo Freire).
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Jogo, Interação e Linguagem

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Reflexão do Jogo “Casamento dos Noivos”

Achamos que a brincadeira desenvolvida pelas colegas é muito divertida e pode ser facilmente desenvolvida no âmbito escolar, por só precisar de um espaço livre e da mediação do professor para que a brincadeira ocorra da melhor maneira possível. Para participar da brincadeira as crianças precisam estar atentas na dinâmica do jogo, pois precisam escutar o chamado de seu grupo para sair de seu lugar e mudar-se para outro com agilidade - com isso é desenvolvida a concentração, habilidade de raciocínio prático da criança, bem como é ampliada a criatividade e o imaginário na elaboração de uma história, ou a continuação dela.

Para não haver problemas com relação a isto, sugerimos que seja feito um trabalho antecipado com as crianças, para seja estimulado o desenvolvimento do imaginário. Ex: A professora faria uma roda e criaria uma história em conjunto com as crianças. Desta forma as crianças já estariam preparadas para criar ou continuar uma pequena história no decorrer da brincadeira.

Concordamos com a idade proposta da dupla para a realização desse jogo, a partir de 4 anos de idade. Pois segundo Kishimoto, “o brinquedo propõe um mundo imaginário da criança e do adulto, criador do objeto lúdico. No caso da criança, o imaginário varia conforme a idade: para o pré- escolar de 3 anos, está carregado de animismo: de 5 a 6 anos, integra, predominantemente elementos da realidade.” Nessa idade indicada, posterior a 4 anos, a criança vai poder estar utilizando elementos de sua vida, de seu conhecimento do que seria um casamento para a elaboração de sua história, ou continuação de uma história já começada.


Roseana Roecker e Nathalia Reitz Francener.

Referência:

KISHIMOTO, Tizuco Morchida. O jogo e a educação infantil. IN: Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 3.ed. São Paulo: Cortez, 1999. p.13-43.

Um comentário:

léli disse...

Sem dúvidas deveria ser feito um trabalho antecipado com a turma sobre contação de histórias e construção de histórias coletivas, mas achei que foi uma brincadeira muito criativa e que oportuniza as crianças desenvolverem suas diversas linguagens.
Essa oportunidade de contar histórias tem uma ótima influencia na formação das crianças, pois consegue estabelecer relações entre o lúdico e a comunicação. O fato é que o brincar sempre foi uma maneira de o homem relacionar-se com o coletivo, entretanto, por meio da contação as crianças podem brincar dando corpo e alma para o faz-de-conta, usando as mascaras propostas e tornando uma forma para as crianças relacionar-se com a coletividade e consigo mesmo.
Pois o brincar aqui significa criar, ou seja, é um ato livre. Acredito que através da brincadeira, no caso “Casamento dos Noivos”, a criança desenvolve a imaginação, confiança, curiosidade, iniciativa, o autocontrole, a cooperação e aperfeiçoa o corpo e a mente alcançando a estabilidade emocional. Proporciona aprendizagem, desenvolvimento da linguagem, do pensamento, da atenção e concentração. A criança brinca pela necessidade de agir em relação ao mundo ao mais amplo dos adultos e não apenas ao universo dos objetos a que ela tenha acesso.

Francieli Alves da Silva

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