"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino" (Paulo Freire).
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Jogo, Interação e Linguagem

sábado, 10 de abril de 2010

" A Galinha Choca"

Acadêmica: Vanessa Lúcia Coelho

Idade: a partir de 04 anos

Número de participantes: Entre 05 e 10 crianças

Descrição:

Fazer um círculo com as crianças, elas ficam sentadas no chão. Por fora da roda, a criança fica com uma bola de papel nas mãos, um lenço, uma pedra ou outro objeto qualquer simbolizando o “ovo”. A criança por fora da roda diz: “A galinha chocou”. As crianças da roda respondem: “Não podemos dizer nem para vovó, nem para o vovô.”

As crianças no círculo olham para frente, pois a que está com o “ovo” na mão deseja colocá-lo atrás de um colega distraído. Quando isto acontecer, criança deverá perceber, pegar o “ovo” e correr atrás da criança que estava andando fora do circulo. Quando alguém fica com o ovo e não percebe, normalmente os seus colegas do círculo podem avisar, caso este consiga pegar o colega que colocou o “ovo”, este irá para o meio da roda, caso contrário o antigo dono do “ovo” sentará no lugar daquele que estava sentado.

OUTROS NOMES DA BRINCADEIRA

OVO PODRE OU OVO CHOCO

Descrição:
Cada jogador risca, no chão, um círculo e coloca-se dentro dele. Os círculos são também dispostos em outro círculo. Os participantes, de pé, voltam-se para o centro da roda. Em alguns grupos, ficam acocorados, em outros, ainda de olhos fechados. Os círculos equivalem às “casinhas” de cada participante. Por fora da roda, uma criança porta um objeto qualquer, simbolizando o “ovo podre”. Em alguns grupos, o participante fora da roda é chamado “Galinha”.

A “Galinha”, enquanto anda por fora do círculo, vai dizendo: “Ovo choco, tá fedendo”. Em alguns grupos, o participante com o “ovo” diz “Ovo podre”, e os da roda respondem em coro: “Está fedendo”. As crianças que formam os círculos não podem olhar para trás, pois o participante que anda com o “ovo podre” na mão deseja colocá-lo atrás de um jogador distraído. Quando isso acontecer, a criança que recebeu o “ovo” deve correr atrás da “Galinha”, procurando toma-lhe a “casinha”. Quando alguém fica com o “ovo” e não percebe, os demais companheiros gritam: “Tá fedendo muito”. Se “Galinha” for apanhada, irá para o centro da roda, bem como aquele que ficou com o “ovo” e não percebeu até a galinha fazer a volta completa no círculo. A criança que for para o choco no centro da roda somente poderá sair se for substituída por outra, ou se apanhar o “ovo” que não foi visto por outro participante. Quando um vai para o choco, os demais batem palmas, ritmando a frase: “Ovo podre, tá fedendo”.

Variantes:
a. Porto Alegre

A criança participante da roda, ao perceber que recebeu o “ovo podre” (colocado no chão, às suas costas), deverá apanhá-lo e sair correndo atrás do companheiro que o colocou. Este já deve ter tomado distância, andando rapidamente em redor da roda (no sentido horário). Se o participante que colocou o “ovo podre” for apanhado antes de chegar ao lugar vago, deverá ir para o centro da roda chocar.

Quando a criança que recebeu o “ovo podre” não percebe por distração, os demais gritam: “Fedeu”. Se esse fato ocorrer duas vezes, o ovo ficará choco e essa criança vai para o centro substituir o que lá se encontra. Quando há substituição, os demais falam: “Tá fedendo”.

b. Passo Fundo

As crianças ficam agachadas, em círculo. A brincadeira é semelhante à descrição anterior. A perseguição, em vez de ser feita ao participante que colocou o objeto, será feita com o jogador que estiver à direita daquele que recebeu o objeto. Haverá, então, uma corrida de três elementos. O primeiro e o jogador da direita buscam colocação nos lugares vagos. O que leva o objeto procura apanhá-los. O que for apanhado deverá ir para dentro da roda, ali ficando acocorado: é o “ovo podre”. O mesmo ocorrerá ao que, por distração, não observar que recebeu o “ovo”. As crianças do círculo apupam o que está no centro, gritando: “ovo choco”, pé rachado”.


(Disponível em: http://espacompartilhado.blogspot.com/2007/08/brincadeiras_09.html Acesso em: 03/04/2010).

Ovo-choco com nomes

Faz-se um círculo com as crianças. A professora coloca nas costas de cada uma delas o nome de um colega da turma. Deve-se tomar cuidado para não colocar o nome da própria criança em si mesma. A partir daí, faz-se a brincadeira do ovo-choco normalmente, com o detalhe que, a criança que estiver de posse do ovo, deverá colocá-lo no amigo que está com o seu nome nas costas, e assim sucessivamente.


(Disponível em: http://deniseribeiro-pacheco.blogspot.com/2009/08/ovo-choco-com-nomes.html Acesso em: 03/04/2010).

Justificativa Teórica:

Ao escolher a brincadeira da “galinha chocou”, pensei que esta, proporcionaria uma relação com o imaginário da criança, pois o objeto que a criança segura em sua mão, representa o imaginário, ou seja, apenas representa o “ovo”, e ainda assim elas interagem na brincadeira, cantando e se envolvendo no contexto da mesma. É uma brincadeira que facilita a participação das crianças, pressupondo uma ação em equipe quando o colega não vê que foi escolhido para receber o objeto, as crianças da roda tem a liberdade de avisar para ele, de modo que ele poderá pegá-lo e correr ao encontro de quem colocou o “ovo”. Acredito também que haverá um estímulo a agilidade e concentração durante a atividade, além de movimentos corporais.

O imaginário infantil tem sido tema de estudos referente a relação das crianças com o mundo. E muitos estudos tem sido feito pelas correntes teóricas da psicologia, nas quais predominam as psicanalíticas e as construtivistas. Sobre elas Sarmento, (s/d, p. 02) afirma:

Para Freud, o imaginário infantil corresponde à expressão do princípio do desejo sobre o principio da realidade, sendo o jogo simbólico uma expressão do inconsciente, para além da formação da censura. Para Piaget, o jogo simbólico, é a expressão do pensamento autistico das crianças, progressivamente eliminado pelo processo de desenvolvimento e construção do pensamento racional. Apesar das diferenças essenciais entre as diversas orientações, sedimentadas na história da disciplina, as perspectivas psicológicas do imaginário infantil possuem um elemento comum, que é aliás inerente à própria concepção moderna da infância: o imaginário infantil é concebido como a expressão de déficit – as crianças imaginam o mundo porque carecem de um pensamento objectivo ou porque estão imperfeitamente formados os seus laços racionais com a realidade.


Porém a visão da epistemologia tem vindo contrariar as concepções de déficit, na qual acredita que o imaginário faz parte das relações humanas, a criança participa de faz-de-conta que não modifica a realidade, sobre a teoria podemos recorrer, ainda Sarmento (s/d, p. 03).

[...] uma revisão recente dos conceitos psicanalíticos e construtivistas sobre o jogo simbólico, postula que, ao contrário da idéia de uma diferença radical entre o jogo da criança e o jogo do adulto, por imaturidade infantil, o que existe é um princípio de transposição imaginária de real, que é comum a todas as gerações e se exprime, por exemplo, na experiência emocional das narrativas literárias ou cinematográficas tanto quanto nas brincadeiras das crianças, construindo assim uma “capacidade estritamente humana” (Harris,2002), mas que é radicalizada pelas crianças. É, portanto, da ordem da diferença e não do déficit que falamos, quando falamos do imaginário infantil, por relação com o dos adultos.


Diante do citado, percebo que a brincadeira é um momento que pode proporcionar as crianças o seu desenvolvimento com o imaginário, de forma agradável e possibilitando a integração do grupo, Leontiev (1988, p. 123) contribuiu para este diálogo ao afirmar que:

[...] o brinquedo é caracterizado pelo fato de seu alvo residir no próprio processo e não no resultado da ação. Para uma criança que está brincando com cubos de madeira, por exemplo, o alvo da brincadeira não consiste em construir uma estrutura, mas em fazer, isto é, no conteúdo da própria ação. Isto é verdadeiro não apenas no caso das brincadeiras do período pré-escolar, mas também no de qualquer jogo em geral. A fórmula geral da motivação dos jogos é “competir, não vencer”.


Relacionando a brincadeira da “galinha chocou” que foi apresentada, acredito que a intenção não é vencer e chegar no colega para colocá-lo no meio da roda, a intenção da brincadeira é participar, seja do lado de fora da roda, seja avisando o colega que este foi escolhido e recebeu o “ovo”, seja no meio da roda, ou ainda cantando.

VARIAÇÕES CONFORME AS PARTICULARIDADES DAS CRIANÇAS:

a. Caso a brincadeira esteja acontecendo e apenas uma criança tenha ido para o meio da roda, pois não correu a tempo de pegar o lugar do colega que recebeu o “ovo”, podemos modificar um pouco a brincadeira para que ela não se sinta excluída, ou pouco capaz. Neste caso, pode ser sugerido que a criança fique apenas uma rodada no meio e depois volte para a roda.

b. As crianças ficam de olhos vendados e cantando, quando a criança fora do círculo para de cantar elas podem tirar a venda e quem recebeu o ovo corre para pegar quem colocou.

VARIAÇÕES DAS MÚSICAS:

1. Criança fora da roda: A galinha quer pôr
Todas do círculo: Não podemos dizer nem para o vovô, nem para a vovó, nem para o galo carijó. Co-ró-có-có.

2. Criança fora da roda: A galinha quer pôr
Todas do círculo: Não podemos dizer nem para a vovó, nem para o vovô que o ovo quebrou na careca do vovô

3. Criança fora da roda: Ovo choco
Todas do círculo: Galinha choca

Referências Bibliográficas:

SARMENTO, Manuel Jacinto. Imaginário e culturas da infânciaLinguagem, desenvolvimento e aprendizagem. Disponível em: http://titosena.fortunecity.com/Arquivos/Artigos_infancia/Cultura%20na%20Infancia.pdf Acesso em 03/04/2010.


LEONTIEV, Alexis N. Os princípios psicológicos da brincadeira pré-escolar. In: VIGOTSKY, L. S.; LURIA, Alexander R.; LEONTIEV, Alexis N. Linguagem, Desenvolvimento e Aprendizagem. São Paulo: Ícone/Edusp, 1988.

21 comentários:

Greice disse...

Conversando em casa com meus familiares sobre esta brincadeira, começamos a discutir sobre como era cantada a música e surgiu outra: galinha chocou nãopodemos dizer nem pro vovô nem pra vovó que o ovo quebrou na careca do vovô e a vovó limpou... Corre galinha que o galo te pega...corre galinha que o galo te pega....As brincadeiras são as melhores inspiraçõs para a interação entre as crianças e uma maneira de desenvolver seu imaginário.

Roseana disse...

Essa brincadeira fez parte de minha infância, nós a chamávamos de A galinha quepô - só anos mais tarde fui entender que o nome real era A galinha quer pôr. Muitas vezes as mesmas brincadeiras possuem tantos outros nomes, pela mudança de região ou até mesmo pela pronúncia/ escrita diferentes. Mas a opções de nome só vem incrementar a brincadeira, que por sí só já é muito divertida. É muito importante preservarmos e ampliarmos a cultura lúdica. Pois segundo (Brougère, 1995 apud Salgado, 2005) “entende-se por cultura lúdica infantil o conjunto de costumes, regras, saberes, práticas sociais e significações que circulam na vida social e cultural da criança e se traduzem em experiências lúdicas. A cultura lúdica se constitui numa via de mão dupla em que transitam esses costumes lúdicos e a vida social mais ampla.” É também função do professor fornecer elementos para que a esse cultura lúdica da criança seja expandida e cultivada.    

Juliane disse...

Esta brincadeira é bastante conhecida e está presente nas memórias infantis de quase toda a turma. Foi bastante interessante observar como a mesma brincadeira tem tantas configurações diferentes dependo de onde, quando e como foi aprendida. Só gostaria de ressaltar alguns aspectos referentes à justificativa teórica: A autora do trabalho afirma que "O imaginário infantil tem sido tema de estudos referente a relação das crianças com o mundo. E muitos estudos tem sido feito pelas correntes teóricas da psicologia, nas quais predominam as psicanalíticas e as construtivistas." Acredito, num sentido de ampliação teórica, que a essas correntes poderiam se acrescentadas outras de semelhante relevância, como a própria corrente Histórica-Cultural da qual inclusive o outro autor citado, Leontiev, faz parte. Ressalto esse aspecto porque a compreensão de brincadeira e da própria criança varia dependendo da concepção psicológica adotada, e creio que o entendimento do imaginário infantil como déficit não se aplica da mesma maneira aos estudos da concepção histórico-cultural e portanto, tal afirmação não se estende à psicologia como um todo.

Raquel de Melo Giacomini disse...

Essa brincadeira é muito comum entre as escolas. Lembro-me de brincar de “A galinha quer pôr” na minha época de escola, de propô-la quando trabalhei com educação infantil e também escutar de várias crianças que convivo de já ter brincado dessa brincadeira. Acredito que o ponto mais curioso dessa proposta é o fato de por ser popular, como já mencionei, ela possui vários títulos e diversificações de modos de cantar, no qual foi percebido na discussão no dia da apresentação da brincadeira.

Raquel de Melo Giacomini

Turma 7308A disse...

Fátima disse:

A galinha quer pôr... Uma das brincadeiras que eu mais gostava quando criança.
Adorei a brincadeira, inclusive era a que eu e Grayce havíamos pensado em fazer. Mas...
Foi muito interessante discutirmos sobre as tantas variações que essa brincadeira apresenta, desde a forma de cantar até o que acontece com a pessoa que é pega.
O jeito que eu brincava "nos tempos" da escola era o seguinte:
Após a roda, uma pessoa corria ao redor com uma pedra ou outro objeto na mão, falava: "A galinha quer pôr", todos então respondiam: "não vale dizer". E isso acontecia até que a pessoa "contemplada" pela pedra descobria e corria atrás de quem havia colocado a pedra. Se quem colocou a pedra fosse pego pela outra pessoa, iria para o meio da roda e tentaria roubar a pedra quando fosse colocada em outras pessoas. Caso não fosse pego, sentava no lugar da pessoa na qual colocou a pedra e a brincadeira continuava normalmente.
Enfim... São variações que nos fazem pensar de quantas maneiras podemos brincar com uma única brincadeira, e o quanto as crianças podem contribuir com suas experiências para o enriquecimento das aulas.

Maria de Fátima Clasen.

Camille Escorsim disse...

A brincadeira é bem divertida e bem difundida em escolas.Essa bincadeira trouxe uma questão bem relevante, que são as variações que uma brincadeira pode ter.E por isso, ela é bem interessante,pois o(a) professor(a) pode trazer uma versão e sugerir às crianças que elas contem as variações que elas conhecem,e assim propor a realização destas diferentes variações.Dessa forma o(a) professor(a) dá espaço para as crianças mostrarem seus repertórios culturais e e serem contribuidoras no enriquecimento de experiências no grupo.

Jussara Araujo disse...

Esta brincadeira é muito utilizada na Educação infantil, as crianças adoram, já brincamos neste semestre em nossa creche na Educação Física como a galinha quer pôr...Esta semana a nossa turma de crianças de 5 anos brincou na Versão "Meu amigo carneirinho".O que mudou nesta versão: Uma criança fica no meio e pergunta, Voces viram um carneirinho por aí? A turma responde: Não, mas como ele é, como esta vestido, é menino ou menina.
A criança descreve o que o amigo carneirinho está vestido, todos gritam, é fulano, a criança identificada sai correndo atrás do amigo e ao pegá-lo ou não o amigo fica no lugar da criança que começou a pergunta, e assim vai decorrendo a brincadeira, e é só alegria.Todos se divertiram muito.Eu também adorei a brincadeira a galinha quer pôr...A diversidade de versões é muito interessante.Esta brincadeira exige agilidade, contempla as relações sociais, integração e mexe com a imaginação das crianças.

Camila disse...

Uma das discussões em sala que me fizeram refletir foi em torno de como nós tentamos "pedagogizar" a brincadeira. Algumas vezes, até mesmo sem perceber, acabamos transformando a brincadeira em algo totalmente contrário à sua "natureza": que é o puro e simples prazer, ao meu ver. Nesse contexto, a brincadeira da galinha choca... chocou... quepô... quer por... enfim, me faz pensar a respeito dessa questão, pois é uma brincadeira tão antiga, que nós e até nossos pais brincaram, se divertiram, sentiram prazer... Então só me atrevo a comentar o quanto essa brincadeira foi gostosa, o quanto me fez relembrar da minha infância, em como eu aprendi a cantar a musiquinha, a correr, a sentir a ansiedade em saber se o "ovo" estava atrás de mim, enfim, o quanto foi prazeroso. Acho importante que o imaginário da criança seja livre, aberto, convidativo, e brincadeiras como a galinha choca, acabam por propiciar isso e fazem a criança se sentir parte de uma tradição, pois quem nunca brincou de galinha choca?

CAMILA SILVEIRA FERREIRA

Fernanda disse...

Quando estávamos brincando de galinha choca ou galinha quer por como eu conhecia quando criança.. foi muito interessante ver que haviam muitas variações como já citaram acima.. até mesmo a Vanessa perguntou como brincávamos para entrarmos em sintonia.. percebemos que todas conheciam e já haviam brincado, tornando-se uma brincadeira que nos relembrou nossa infância.
A questão de se criar uma situação de cantoria referente a galinha choca, seu ovo cria uma situação onde a criança imagina que vivencia aquilo de fato, de acordo com Vigotsky para distinguirmos o brincar de outras atividades, percebemos que no brincar a criança cria uma situação imaginária. Já tive a oportunidade de fazer essa brincadeira com as crianças com que trabalho e muitas adoram, querem ser as galinhas, querem pegar o ovo, querem correr.. às vezes as coisas fogem um pouco das regras mas sempre é muito divertido e rende boas risadas! Ah e sobre toda aquela questão de ficar no meio da roda, da criança perder, ser sempre a mesma sinto que às vezes tem crianças que também acham legal serem pegas e ficarem no meio da roda, nessa brincadeira poderíamos ter uma conversa falando de todos os lados da brincadeira, quem sabe criando todo um um contexto/imaginário onde ficar no meio também fosse uma parte legal da brincadeira.

Fernanda

Guigui Arts disse...

Esta brincadeira conhecida por muitas gerações, proporcionou um momento de descontração e de discussão entre os integrantes do grupo, principalmente por ser uma brincadira tão conhecida e com diferentes maneiras de se brincar.
Esta brincadeira proporciona a integração da turma, o aperfeiçoamento da linguagem através da música e trabalho em equipe, pois todos devem ter a oportunidade de participar.
Um importante momento que deve ocorrer no inicio da brincadeira é a composição de regras para que não ocorra conflitos entre as crianças.

Turma 7308A disse...

Quando a autora da brincadeira falou o nome galinha choca, instantaneamente lembrei da música que cantava quando criança: “ A galinha quer pôr, não podemos dizer pro vovô, nem pra vovó, nem pro galo carijó, corococó!!!”, porém quando cantei, descobri varias versões da música e também outras formas de desenvolver a brincadeira , demonstrando a sua tradicionalidade, e os diferentes arranjos que esta possui, refletindo assim as variações “culturais” referentes a diferentes contextos sociais, fazendo desta brincadeira um rico elemento, que abrange diversas “versões”, dependendo da localidade e que para crianças fornece um conhecimento mais amplo sobre brincadeiras, emergindo a questão de que não há apenas uma única forma estabelecida de desenvolvê-la, e há a possibilidade de desenvolver novos arranjos e outras dinâmicas.Grayce Helena Inacio

JessicA disse...

A riqueza das variações que esta brincadeira possui foi um dos pontos nesta aula. Achei ótimo o resgate de uma brincadeira que é muito conhecida e utilizada nas escolas, como todas ja afirmaram. Penso que devemos, além de traze inovações, pensar, problematizar e analisar o ja possuimos como tradicional. E uma ótima maneira de fazer isso com as crianças é trazer essas variações.
Outro aspecto que foi comentado pela Camila, a nossa "pedagogização" das brincadeiras, realmente, fato recorrente em nossas análises, com fugir dessa tendência? Como valorizar na escola/educação infantil, o brincar pelo brincar, sem objetivos mil? começa por nós. vamos exercitar esta preocupação!

Mônica no Chile disse...

Brincar de Galinha choca foi o máximo... todas relembraram sua infância além de se divertirem muito e se integrarem como turma....
Eu concordo totalmente com o observação feita pela Jéssica de que temos que parar de "pedagogizar" todas as brincadeira com mil objetivos e lembrar sempre que de brincar, a brincadeira por si, pelo simples fato de brincar, é como escutar e contar história, precisamos ter objetivos para isso???

Aline Silva disse...

Foi muito bom reviver esse momento do brincar, sem estar exercendo a função de Pedagoga. É interessante perceber os modos diferentes de propor essa mesma brincadeira, e os inúmeros modos de cantar a música. Lembro que a música que eu cantava na minha infância, é diferente da que eu canto hoje com as crianças na Educação Infantil que diz assim:
“A galinha quer pôr, não podemos dizer, nem pro vovô nem pra vovó, nem pro galo e pra galinha que só faz coró co có, có,có...”
E dependendo de como a turma brinca, de acordo com a faixa etária, avisamos ou não para a criança, quando o ovo é colocado, falando “co, co”, ou o nome da criança. É muito divertido ver a expectativa delas, em relação a brincadeira.

Dayana de Souza disse...

Acredito que essa brincadeira lembre a infância da maioria de nós. E apesar de antiga continua fazendo muito sucesso entre as crianças, pois além de envolver o lúdico, desperta em nós a sensação de aflição, pois o tempo todos estamos olhando para trás para ver se fomos nós, um dos escolhidos para estar com o ovo, e quando isso de fato acontece, ficamos ansiosos para pegar aquele que o colocou. Tal aflição e ansiedade acabam por despertar uma sensação prazerosa, o que torna a brincadeira ainda mais gostosa.
A brincadeira envolve todo o grupo, pois ficamos todos atentos para ver em quem o ovo será colocado, além de cantarmos a música juntos.

Achei muito legal a apresentação da Vanessa, pois além de trazer a brincadeira como eu conhecia, trouxe também outras versões muito interessantes.

Dayana de Souza

Anônimo disse...

Sandra Bernardo

O que achei mais interessante nesta brincadeira foi a diversidade cultural presente. Cada pessoa cantava uma canção diferente apesar de todos terem brincado na sua infância. Considero estas trocas culturais muito benéficas para as crianças pois aprendem a conviver com as diferenças dos outros. Numa fase de desenvolvimento em que, como afirma Piaget, as crianças são tipicamente tão egocêntricas, considero importante que estas brincadeiras permitam com que fiquem sensibilizadas e estejam voltadas para as diferenças entre elas. É facto de que o ser humano é um ser social e que tende a privilegiar a sua própria cultura, deste modo, através das brincadeiras estas crianças podem ter a noção que cada um é diferente e que provêm de culturas diferentes. Seria interessante primeiramente fazer um levantamento de quais as versões que cada um canta e depois definir qual será a escolhida. Ou mesmo ir mudando ao longo do tempo.
No meu país jogava-se à galinha choca ou então ao lençinho. O jogo é o seguinte: mais de seis crianças colocam-se em roda, com as mãos atrás das costas. Uma outra criança, escolhida anteriormente, corre à volta e por fora da roda feita pelos colegas com um lenço na mão. O centro da roda é o local de castigo: o choco.

Ninguém na roda pode olhar para trás, podendo apenas espreitar por entre as suas pernas quando o jogador com o lenço passa. Quando a criança que tem o lenço entender, deixa-o cair discretamente atrás de um dos companheiros da roda e continua a correr.

Se, entretanto, o colega da roda descobrir que o lenço está caído atrás de si apanha-o e tenta agarrar o outro que, continuando a correr, tenta alcançar o lugar que foi deixado vago na roda pelo primeiro. Se não o conseguir agarrar, continua o jogo, correndo à volta da roda e indo deixar o lenço atrás de outro. Se o conseguir agarrar, o que corria de lenço na mão vai de castigo para o choco, sendo a “pata choca”. No choco, tem de estar de cócoras.

Pode acontecer que a criança da roda não repare que o lenço caiu atrás de si. Se assim acontecer, a que corre, depois de dar uma volta completa à roda, alcança o lenço no local onde o deixou cair. Neste caso, passa o primeiro para o choco tornando-se a “pata choca”. A criança que corria com o lenço na mão continua, deixando cair o lenço atrás de outro.

Aquele que avisar outro que o lenço está atrás de si vai igualmente para o choco. Um jogador só se livra do choco quando um outro jogador para lá vai (no choco só pode estar uma “pata choca”). Também se livra do choco se conseguir apanhar o lenço caído atrás de alguém. Neste caso, esse alguém vai para o choco.
Embora seja mais difícil de acontecer, quem corre com o lenço na mão pode deixá-lo cair dentro da roda, atrás da “pata choca”. Esta deve apanhar o lenço, como qualquer criança da roda e perseguir o outro, saindo pelo buraco por onde foi atirado o lenço. Se apanhar o corredor, passa este para o choco. Se não o apanhar, continua o jogo com o lenço na mão, entrando o outro na roda. Se o corredor der uma volta inteira antes da “pata choca” ter apanhado o lenço, esta passa a dupla “pata choca” e deve levantar um braço. Se passar a tripla, deve levantar os dois braços e se passar a quádrupla, levanta os dois braços e uma perna. Este último caso é muito difícil de acontecer.
É vulgar que a criança que corre cante, repetidamente, uma das seguintes estrofe:
"O lencinho está na mão,
Ele cai aqui ou não,
quem olhar para trás
leva um grande bofetão.”

ou
“ O lencinho vai na mão,
vai cair ao chão,
quem olhar para trás
leva um grande bofetão”
ou
“ Lencinho cai cai,
ele está para cair,
Quem olhar p'ra trás
leva um bofetão”

Jacqueline R. Rodrigues disse...

Assim como as brincadeiras Gato Mia e Cabra Cega, a brincadeira da Galinha Choca também fez parte da minha infância. Porém, a mesma era vivenciada com o nome "a galinha quepô" (conforme a Roseana também comentou) e, mesmo sabendo que essa pronúncia não era a correta, a brincadeira ainda era chamada dessa maneira.
Pelo o que percebi a turma gostou bastante de participar dessa brincadeira, demonstrando entusiasmo para cantar a música e também para correr do colega ou correr do mesmo. Durante a brincadeira também percebi que as colegas sempre ficavam meio desconfiadas quando a participante que estava em pé passava por trás delas (eu também ficava), e acredito que isso acontece porque não queremos perder tempo para levantar e sair correndo atrás da pessoa que nos escolheu para "chocar o ovo".
Já atuo na área da Educação Infantil e vejo que as crianças gostam muito dessa brincadeira, pois ficam eufóricas até mesmo quando o ovo é colocado nas costas de um colega, torcendo para que este consiga atingir o objetivo porposto pela brincadeira.
A galinha choca (e suas variações) é uma brincadeira que é passada de geração para geração, evidenciando o quanto a nossa história/cultura está presente em momentos que, muitas vezes, não são levados a sério, como a brincadeira.
Muito legal ter participado desse momento!!!!

Ingrid "Guigui" disse...

"A brincadeira de criança, por ser livre de regras e objetivos pré-estabelecidos, é solta e despreocupada, o que proporciona uma certa liberdade. As crianças brincam para gastar energia e se divertirem". (wikipédia - brincadeira)

Através das discussões em sala percebemos a importância das regras e combinados a serem feitos com as crianças, mas como dito na citação acima, a brincadeira em questão, é uma forma descontraída de unir o grupo que se esta trabalhando (como eu disse antes).
Brincar é essencial para o desenvolvimento infantil, e devem ser proporcionados momentos de interação com outras crianças e com os adultos, para haver trocas de experiências e ampliação do repertório das crianças.

'Galinha choca' faz parte de minha infância, e proporcionou um momento muito divertido entre os integrantes de nossa turma. E como dito e refletido durante várias aulas, as diferentes variações aparecem principalmente por causa das diferentes vivencias de cada um. Nada como experimentar o novo!
As crianças adoram aprender coisas novas!

Anônimo disse...

Amiga,

Esta brincadeira está nas paradas de sucesso da instituição que trabalho. As crianças gostam e se divertem muito. Mas já brincamos com criançaas de 3 anos e deu certo.

Parabéns pela apresentação

Kisses

Ana Sarah Ribeiro

Juliana Catherine disse...

Acho essa brincadeira muiot divertida, além de ser uma das minhas preferidas quando criança. a variação com que ela pode ser feta, é muito enriquecedora para turma, pois não fica em regras estalececidas e fixas. Tratar do imaginário foi outra questão muito relevante levantado por Vanessa em que destaca o conceito do imaginário para Freud "corresponde à expressão do princípio do desejo sobre o principio da realidade, sendo o jogo simbólico uma expressão do inconsciente, para além da formação da censura. Para Piaget, o jogo simbólico, é a expressão do pensamento autistico das crianças, progressivamente eliminado pelo processo de desenvolvimento e construção do pensamento racional. Apesar das diferenças essenciais entre as diversas orientações, sedimentadas na história da disciplina, as perspectivas psicológicas do imaginário infantil possuem um elemento comum, que é aliás inerente à própria concepção moderna da infância: o imaginário infantil é concebido como a expressão de déficit – as crianças imaginam o mundo porque carecem de um pensamento objectivo ou porque estão imperfeitamente formados os seus laços racionais com a realidade." auxiliando a trabalhar com esse elemento em sala e nas próprias crianças.

apoio pedagógico disse...

muito bom

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