"Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino" (Paulo Freire).
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Jogo, Interação e Linguagem

domingo, 5 de setembro de 2010

Livros Didáticos e Brincadeiras de Criança

Será que os livros didáticos tem relação com o brincar?
Não sei se exatamente deva ser esta pergunta, mas me surpreendi, ao folhear um livro didático de História Regional de Santa Catarina e encontrar quase seis páginas sobre o assunto. Refiro-me ao livro "Santa Catarina de todas as gentes: história e cultura" de Ivone Regina Lunardon & Neide Almeida Fiori (2004).

A maneira das crianças brincarem demonstra o seu jeito de viver. Muitos brinquedos infantis que hoje alegram as crianças já eram conhecidos pelas crianças índias. Este é o caso da “peteca” que é uma palavra de origem tupi. Os indígenas faziam a sua peteca com material obtido em espigas de milho (FIORI, LUNARDON, 2004, p. 257).

O livro traz algumas imagens de obras de Salete Liñera de brincadeiras como Bolinha de Sabão, Festa Junina, Bolinha de Gude e Brincando de Cabra Cega.

Bolinha de gude. Salet Liñera. Óleo sobre tela.

Jogo de Gude:
Muitas formas que as crianças inventam para brincar são universais, pois podem ser encontradas em diversos países. Podem também ter mais de uma denominação. Assim, o “jogo do gude”, conforme a região do Brasil, é conhecido como “baleba”, “firo”, “bilosca”, “birosca”, “bolita”, “ximbra”, “búraca”, “pirosca”.
As crianças costumam utilizar em suas brincadeiras o que a natureza oferece. Há no Brasil uma árvore conhecida como saboeiro, em cujos frutos existem sementes - carocinhos pretos. Com estes as crianças brincavam alegremente. Mas as sementes foram abandonadas tão logo começaram a ser fabricadas “bolinhas de vidro”. Há muitas formas de se jogar o "gude". Uma delas consiste em fazer entrar as bolinhas de vidro em três buracos no chão. Ou em acertar a bolinha adversária. A situação exige dos jogadores muita atenção e controle sobre os movimentos das mãos (FIORI, LUNARDON, 2004, p. 258-259).

Festival de Pandorga – Florianópolis. Willy Zumblick – Óleo sobre tela, 140x125cm. Centro Municipal de Cultura de Tubarão.


A tela do pintor Willy Zumblick reproduz cena de um “Festival de Pandorga”. Esses festivais são verdadeiras competições onde se quer saber: qual a pandorga que melhor se exibe e que fica mais tempo no ar. Ou então: qual a pandorga mais original, qual a maior, qual a mais bonita.
São muito conhecidas as pandorgas chamadas “pipas”. Sabe-se que as crianças gostam muito de “soltar pipas” e ficar vendo-as subirem pelo ar, lindas, levadas pelo vento (FIORI, LUNARDON, 2004, p. 260).

O site da obra, aprensenta ainda outras informações sobre o livro e sobre a brincadeira.

Confira AQUI.


Livro Didático: FIORI, Neide Almeida. LUNARDON, Ivone Regina. Santa Catarina de todas as gentes: história e cultura. Curitiba: Editora Base. 2004.



Gabriela de Amorim

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